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É impossível generalizar, mas não há dúvida que a maioria das crianças brasileiras já nasce envolvida com futebol! Geralmente, o pai faz aquela força para que o filho torça para o time dele. O bebê nem parou de chorar ainda e o pai babão já fica lá na cabeça do coitadinho: Timão… eô! Meeen-go! E por aí afora… tem família onde a fanática é a mãe, o tio, o avô, um amigo… sempre tem alguém!
Pronto, já está traçado o destino da maioria dos meninos, jogar futebol. Quando se chega aos 12, 13, 14, desperta o maior sonho, brilhar no futebol, brilhar no seu time de coração! Mas quantos realizam o sonho? Quantos se tornam verdadeiramente profissionais? Quantos vão se destacar para ganhar dinheiro suficiente para o sustento dos pais, geralmente pobres, e dos filhos que vão chegar? E destes poucos, quantos conseguem se tornar ídolo do time do coração, daquele time que se aprendeu a amar desde criança (mesmo que por imposição)?
Pois é, alguns “sortudos”, alguns iluminados conseguem. Mas tem um outro grupo de amantes do futebol que não chegam lá e vão buscar seguir esta paixão de outra maneira, os jornalistas esportivos. Desta trupe, poucos tem a felicidade de conviver e se tornar amigo daqueles que são seus ídolos, daqueles que já o fizeram vibrar, sofrer, chorar, xingar, jogar…
O primeiro sonho quem realizou, nesta nossa história contada aqui, foi Ronaldo Soares Giovaneli que ao longo da carreira de goleiro ganhou mais um sobrenome! Não adiantou ter jogado no Fluminense, na Inter de Limeira, na Portuguesa, no Cruzeiro, no Gama, na Ponte Preta, no ABC, no Metropolitano de Blumenau, na Portuguesa Santista, na Seleção Brasileira… Ele é e sempre será o Ronaldo do Corinthians! Vocês vão ler, ver e ouvir nas histórias que virão como nasceu este corinthianismo herdado do pai e da mãe. Não importa se como goleiro, roqueiro ou palpiteiro, ele é o Ronaldo do Corinthians. Ele e sua família são provas vivas que o Corinthians nasceu do povo e para o povo!
E não são histórias só para corinthianos não! São para todos os amantes do futebol, aqueles que conseguem enxergar a beleza do jogo, mesmo nos rivais! Me confesse aí, quem é da década de 80: quem, quando brincava no gol, nunca gritou “Ronaaaallldo!” Isto é, pelo menos para mim, o principal objetivo de qualquer arte (futebol para mim é uma arte): fazer o espectador ter vontade de fazer a mesma coisa que você faz! Dançar como Michael Jackson, cantar como Elvis Presley, driblar e fazer gol como Pelé, como Zico, como Maradona, bater falta como o Neto, como o Nelinho, ‘catar’ tudo como Taffarel, como Fillol, como Ronaldo!
Quem não realizou o primeiro sonho foi este que vos escreve, Terence Mattar de Carvalho Paiva (desculpe o nome todo, mas é para não dar briga na família). Não fui nenhum “perna-de-pau”, mas para profissional faltou muito… Então, meio que impulsivamente, me encontrei no jornalismo esportivo.
Em 2004, eu tive a felicidade de passar a conviver e me tornar amigo de mais um ídolo do meu futebol. Depois de Rivelino, Gérson, Tostão, Wladimir, Sócrates, Neto, eu conheci o Ronaldo. Conversa vai, conversa vem, birita vai, birita vem (nham-nham-nham!), nasceu a idéia do projeto Ronaldo I! E o I (primeiro) aqui não é nenhuma presunção, é só para diferenciar dos xarás menos famosos… (não resisti!).
O www.ronaldo1.com.br é parte deste projeto e vai contar e defender na grande rede a história de alguém que ainda não faz ideia de sua real importância para os corinthianos e para o futebol brasileiro. De alguém que não brilhou só porque pegou aquele pênalti do Daryo Pereira, não! Foram 10 anos só como titular do profissional do Corinthians! Histórias para muitos que não conhecem “este figura” que é esquentado e fanático sim, mas brincalhão, super família, solidário, roqueiro, maloqueiro, sofredor, corinthiano sempre, um baita goleiro, e, sobretudo, um ser humano que erra e acerta como todos nós! Uma pessoa que, como ele diz, teve só uma diferença para nós (mortais): trabalhou de calção, camisa, meias e chuteiras (e luvas) dentro de um campo de futebol!






